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O zagueiro Paulo André, expulso nos acréscimos do confronto contra o Internacional, neste domingo em Porto Alegre, aumentou os problemas que o técnico Adilson Batista tem para formar a zaga do Corinthians. Contra o Botafogo, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, pela 26ª rodada do Brasileirão, o treinador, que já não tem contado com Chicão, machucado, terá de recorrer a Thiago Heleno ou a Leandro Castán para formar dupla com o capitão William.
Heleno jogou apenas uma partida, contra o Vitória, na 17ª rodada. Já Castán vem sendo mais aproveitado na lateral-esquerda do que na zaga, sua posição de origem.
Adilson tem outras dúvidas. Os atacantes Dentinho e Ronaldo e o volante Ralf seguem no departamento médico. Desses, Ralf é quem tem mais chances de retornar. Ele jogaria contra o Inter, mas voltou a sentir dores no tornozelo esquerdo, que torceu contra o Grêmio, dia 11 de setembro, e nem viajou com a delegação para o Sul.

O técnico Adilson Batista foi o grande nome do rachão disputado na manhã deste sábado no CT Joaquim Grava. O comandante do Corinthians participou da atividade ao lado do elenco e de seu auxiliar Ivair, no último treino antes do duelo contra o Internacional, domingo, às 16h, no Beira-Rio. Brincando muito e fazendo piadas, Adilson não se movimentou muito, mas o suficiente para preocupar Jucilei, principal alvo da marcação do ex-zagueiro. No fim, a equipe de colete, que contava com o técnico, venceu por 5 a 4.
Tal qual o jogo contra o Santos, na quarta-feira, coube a Paulo André marcar o gol que decidiria a partida. Mas desta vez, em jogada não ensaiada. Ele recebeu passe de Defederico e, com o gol vazio, chutou para as redes, dando fim à brincadeira.
A equipe derrotada, que contava com os titulares Jucilei, Elias, Roberto Carlos e Iarley, fez o que pôde para tirar uma "casquinha" de Adilson. Quando foi marcar o camisa 8, por exemplo, o técnico roubou a bola, caiu e cavou uma falta. De longe, Iarley tirou sarro.
Após a atividade, Adilson mostrou bom humor e elogiou sua marcação para cima dos atletas corintianos.
- Vocês têm a imagem aí, lembrei o Ditão (ex-zagueiro do Corinthians). Eles gostam disso, também gosto, participo e quero ganhar. Às vezes fica um pouquinho mais acirrado, mas faz parte do jogo.
Além dos desfalques Chicão, Dentinho e Ronaldo, outro que não participou foi o lateral-direito Alessandro. No entanto, o clube afirma que a situação dele não preocupa para o jogo deste domingo.

O segredo do sucesso do Corinthians no Campeonato Brasileiro está na coesão da equipe. Para o zagueiro Paulo André, a mistura dos trabalhos realizados pelos treinadores Mano Menezes e Adilson Batista formou uma equipe compacta e que hoje lidera o Campeonato Brasileiro.
“Acho que o conjunto está muito bem. Os setores estão bem definidos. Com o Mano, a equipe tinha boa estabilidade na defesa, não expunha os zagueiros. Com o Adilsom, mudamos um pouco e isso dificultou no início. De seis, sete jogos pra cá, o time se encaixou. Estamos mais compactos, com um bloco defensivo mais coeso. É uma junção do trabalho do Mano com o do Adilson”, explicou o jogador, em entrevista ao programa Arena Sportv.
Com mais oportunidades na equipe, Paulo André acredita que ganhou pontos na disputa por uma vaga entre os titulares. “Com essa sequência, posso almejar um lugar na equipe. Respeito tanto o William como o Chicão, mas acho que futebol é momento”, comentou.
O zagueiro também falou sobre o duelo deste domingo contra o Internacional, no Beira-Rio. “Acho que será mais uma decisão para nós. O Inter é um time de força, velocidade, e será empurrado pela torcida. Podemos nos distanciar de um concorrente direto”, analisou.




Paulo André chegou ao Corinthians quando a equipe tinha a zaga titular formada pela incontestável dupla William e Chicão. Com a lesão do camisa 3, o reserva comemora a oportunidade de manter uma sequência no time titular de Adilson.
– É sempre bom ter uma sequência para ganhar confiança, ganhar ritmo de jogo, e é isso que vem acontecendo. Nas últimas partidas já me senti melhor, acho que a torcida também confia mais – garantiu Paulo.
Recuperando-se de um estiramento no joelho direito, Chicão ainda deve ficar no departamento médico por, ao menos, uma semana e, só então, treinar com bola. Enquanto isso, Paulo André seguirá no time.
– A vantagem é do Corinthians, que tem um bom elenco – disse.

Em julho deste ano, quando Paulo André renovou sua permanência no Corinthians, até 2012, o zagueiro deixou claro que seu objetivo era ser titular da equipe paulista. Cavar uma vaga não seria uma missão das mais fáceis, visto que a dupla Chicão e William é a base da consistência defensiva do time.
O futuro era visto com bons olhos por Paulo André. Chicão ainda não havia renovado seu vínculo com o clube e William há tempos afirma que pretende encerrar a carreira no final desta temporada. Entretanto, o camisa 3 prorrogou seu contrato por mais três anos e o capitão até cogita em adiar a aposentadoria. Além disso, Adilson Batista encabeçou a contratação de mais um zagueiro, Thiago Heleno, seu homem de confiança da época de Cruzeiro.

Quando Paulo André foi contratado, há cerca de dois meses, poucos corintianos se lembraram de quem se tratava. Mas bastaram alguns treinos para o zagueiro ressurgir no futebol brasileiro e cativar o técnico Mano Menezes.
Poucos também têm conhecimento de que sua trajetória no futebol teve um capítulo dramático. Em novembro de 2007, pelo Le Mans (FRA), Paulo André sofreu lesão no tendão patelar do joelho direito e, assim como Ronaldo, foi operado pelo médico francês Gérard Saillant. Foram 15 meses de recuperação, incluindo sessões de fisioterapia e muita paciência.
– Foi um período complicado da minha vida, mas graças a Deus superei – diz o camisa 27 do Timão, que fez parte de sua recuperação no CT do Caju, do Atlético-PR, clube que defendeu entre 2004 e 2006.
A reconstrução do joelho direito teve êxito. Prova disso é que, na última temporada do futebol francês (2008/09), ele disputou 31 partidas, sendo 24 como titular do Le Mans.
A cirurgia no joelho, porém, não foi o único problema médico na carreira. Em julho de 2004, ainda como zagueiro do Guarani, lutou por meses contra fortes dores na região pubiana. Após 90 dias de tratamento conservador e de algumas sessões de radioterapia, decidiu operar. Foram seis meses longe do futebol até voltar em janeiro de 2005.
De volta ao futebol brasileiro, após quase quatro anos, Paulo André vai reconquistando seu espaço. Nas últimas três partidas, o camisa 27 foi o substituto do lesionado William. O nome de Diego deixou de se cogitado. E Jean, ciente de que se tornaria a terceira opção na reserva, voltou para o futebol russo.


O zagueiro Paulo André está animado: ganhou a oportunidade de ser titular do Corinthians uma semana antes de negociar a sua permanência no Parque São Jorge com o Le Mans, da França. Devido à contusão de Chicão, o reserva enfrentará o Internacional, nesta quinta-feira, e o Botafogo, no domingo.
"Vou entrar em campo disposto a dar a vida para seguir no Corinthians. A chance de jogar veio na hora certa. Enquanto não há um papel assinado, tudo pode mudar", comentou Paulo André.
O empréstimo do zagueiro vencerá no dia 20 de agosto. Como ele tem contrato com o Le Mans até o final do ano, o clube francês só aceita negociá-lo em definitivo. O Corinthians poderá envolver alguns jogadores na transação, para satisfazer a vontade de Mano Menezes e manter o reserva no elenco.
"A parada da Copa vai servir para acertarmos tudo. O diretor do Le Mans ficará até semana que vem no Brasil para definir essa situação. As chances de permanecer são grandes. Espero ficar aqui por um bom tempo", afirmou Paulo André, sem nenhuma vontade de retornar ao futebol francês. "Eu abriria mão de algumas coisas para não ir embora", avisou.